Pedagogia XXI
Quem Somos
O consórcio “Pedagogia XXI” compreende 25 instituições de ensino superior (IES), as quais se assumem como entidade copromotoras, distribuídas de Norte a Sul de Portugal continental e da Região Autónoma da Madeira (com distribuição por distritos como Aveiro, Braga, Faro, Funchal, Lisboa, Porto, Setúbal e Viseu). O consórcio agrega IES que atuam nas mais diversas áreas científicas, designadamente ao nível da Saúde, do Desporto, da Psicologia, da Educação e das Ciências Sociais e Humanas.
Objetivos:
a) Incrementar o desenvolvimento de competências pedagógico didáticas e digitais com vista a uma maior qualidade na docência e sucesso das aprendizagens no Ensino Superior onde o reconhecimento da importância da formação contínua do corpo docente é fundamental. A capacitação pedagógica do corpo docente assenta na promoção de workshops, seminários e cursos de desenvolvimento profissional, tanto internos quanto externos, proporcionando às e aos docentes o conhecimento e as ferramentas necessárias para aplicar novas metodologias ativas de ensino;
b) Sensibilizar para a promoção do bem-estar na relação pedagógica e os seus efeitos para a autoconfiança, motivação e sucesso académico das e dos estudantes;
c) Promover a inovação pedagógica nas IES, dotando-as de recursos e equipamentos tecnológicos atuais e a integração efetiva da tecnologia educativa nas áreas não tecnológicas. Embora estas áreas não se concentrem na tecnologia, a utilização de ferramentas digitais pode enriquecer significativamente a experiência de aprendizagem;
d) Fomentar o contínuo desenvolvimento de uma rede inter-regional de instituições de Ensino Superior, orientada para uma comunidade profissional de aprendizagem no âmbito de inovação neste nível de ensino;
e) Desenvolver nas IES condições favoráveis à implementação de novas abordagens de ensino, com o objetivo de melhorar a aprendizagem das e dos estudantes, especialmente das áreas não tecnológicas, através de uma estratégia bem articulada e multifacetada;
f) Fomentar o diálogo, a partilha e a reflexão crítica a respeito da prática e situações pedagógicas no Ensino Superior, onde a avaliação contínua e a reflexão sobre as práticas de ensino são essenciais. As IES continuarão a promover uma cultura de feedback construtivo, onde equipa docente e estudantes possam partilhar as suas experiências e perceções sobre as metodologias de ensino, assim como a equipa docente entre si. Este processo de avaliação contínua permite não só a melhoria constante das práticas pedagógicas, mas também assegura que as necessidades das e dos estudantes estão a ser efetivamente atendidas;
g) Apoiar o desenvolvimento de sinergias, através da criação de espaços de aprendizagem que fomentem a interação e a colaboração. As salas de aula devem ser adaptadas para permitir diferentes configurações, favorecendo trabalhos em grupo, discussões em círculo ou atividades práticas.
Centro de Excelência e Inovação Pedagógica
Site: Pedagogia XXI
Projeto cofinanciado pelo PRR - Plano de Recuperação e Resiliência pela União Europeia Projeto
Projeto cofinanciado pelo PRR - Plano de Recuperação e Resiliência pela União Europeia Projeto
Princípios Pedagógicos
Os processos de ensino-aprendizagem do ISCET assentam no desenvolvimento generalizado e aprofundado de um conjunto de dinâmicas e estratégias de natureza científica e pedagógica que se discriminam nos seguintes princípios:
- Formação assente na prioridade dos processos de aprendizagem protagonizados pelos estudantes, orientados, estimulados e acompanhados pelos docentes.
- Privilégio das aprendizagens construídas prioritariamente com práticas experienciais, identificadas criticamente pelas respetivas redes teóricas de concetualização e problematização.
- Digitalização dos processos de aprendizagem com recurso a instrumentos informáticos e de inteligência artificial na operacionalização e construção dos projetos e produtos formativos.
- Assunção plena, em cada uma das unidades curriculares, dos objetivos profissionalizantes dos ciclos de estudos. - Privilégio da avaliação formativa que efetivamente promova a progressão académica dos estudantes e não apenas a classificação dos resultados obtidos nas várias provas.
- Colaboração interdisciplinar que considere, antes de mais, a coerência e validação integrada dos ensinamentos em função das perceções e necessidades de aprendizagem dos estudantes.
- Valorização dos projetos e comportamentos que promovam consequentemente as preocupações ambientais e de solidariedade local, nacional e universal.
1. Assim:
- É decisivo valorizar os processos de aprendizagem e não considerar os estudantes, explícita ou implicitamente, como meros objetos ou destinatários do nosso ensino.
- É fundamental situar cada uc no âmbito dos objetivos profissionalizantes do curso e das expectativas dos empregadores.
- É necessário diagnosticar precocemente e monitorizar continuamente as competências e lacunas dos estudantes, inclusive através da avaliação contínua.
- Importa promover formas alternativas de demonstração de competências como a exposição pública de projetos e decisões em contextos simulados para o efeito e a apreciação crítica de colegas, docentes e profissionais dos respetivos setores.
2. É necessário desenvolver nos estudantes competências para:
- Identificar e analisar problemáticas, superar desafios negociar, interpelar, gerir conflitos e liderar;
- Articular ideias, escutar e comunicar com rigor e eficiência oralmente e por escrito;
- Adquirir ou aprofundar competências digitais, usando criteriosamente as respetivas tecnologias e virtualidades operacionais;
3. Mobilizar articuladamente, no contexto de uma variabilidade didática, estratégias pedagógicas adequadas, percecionando os correspondentes pressupostos. Pelo que, se deve ter consciência de que:
- As aulas construídas apenas com a apresentação de tópicos pelos docentes e promoção de debates em volta dos mesmos, sendo importantes, acabam por não abrir espaço à construção crítica de alternativas.
- Estudo de casos para se ponderarem, através de acontecimentos reais e/ou simulados, as origens e consequências dos mesmos, analisando-se os diagnósticos, as alternativas, as decisões e os respetivos pressupostos em termos de sustentabilidade económica, social e psicológica.
- Aprendizagens colaborativas: os estudantes procuram resolver problemas, executar tarefas, identificar conceitos, tomar decisões fundamentadas, construir projetos, promover debates e apresentar resultados.
- Aplicação objetiva de competências nas interpelações e identificação das necessidades constatadas, por pesquisa, de uma dada comunidade ou serviço.
- Incentivo à gamificação e sentido lúdico: observação participante, role-play, interatividade, competição harmónica, formulação de questões, pesquisas e a interpretação de dados.
- Desenvolvimento científica, tecnicamente e pedagogicamente adequado das aulas para apresentação de conteúdos e de metodologias e áreas de pesquisa.
- Abertura à globalização: vantagens e desafios da internacionalização, da diversidade das identidades culturais e sociais, da cidadania, das migrações, etc.